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quarta-feira, 2 de maio de 2012

A verdadeira historia da Chuva – Teresa Teixeira



Era ainda o tempo em que as nuvens falavam e só se vestiam de algodão puro, por fiar. É claro que não havia ainda boletins meteorológicos nem medidores de poluição! Todas as nuvens eram virgens, se vestiam de branco e adoravam o Sol, senhor absoluto do reino do Céu Azul. Sim, nesse tempo não havia ainda chuva. Nem necessidade dela. Os rios eram jovens e felizes, fortes e dóceis, havia minas naturais de água fresca onde eles não chegavam e, todas as madrugadas, o orvalho dava de beber a quem tivesse ainda alguma sede... 

Por isso as nuvenzinhas viviam despreocupadas no Céu Azul, brincando à apanhada com o vento e puxando raiozinhos loiros ao sol, o que, diga-se a verdade, o irritava profundamente. Mas aí é que estava a graça! 
Ah, mas o que elas gostavam mais, era disfarçarem-se e desafiarem os meninos da Terra a descobrir-lhes o feitio: "Que sou eu, que sou eu agora?..." - perguntavam de lá de cima, metamorfoseadas em cordeirinhos, em flores, em anjos, em castelos... E os meninos gritavam-lhes hipóteses, rindo e pulando, até acertarem e elas se desmancharem a rir com eles... 

Havia nuvens de todas as idades e origens. Algumas, as mais velhas, já não toleravam muito bem o calor do Sol e só apareciam de manhã ou à tardinha: essas falavam muito com as pessoas adultas e davam-lhes conselhos sábios! -"Hoje o vento está de feição... é dia bom para joeirar o trigo."; "Amanhã é bom dia para semear..."; "Vá, põe-te aqui à minha sombra, que o Sol hoje está de mau-humor..." 
Havia também nuvens malvadas, que andavam sempre às turras, outras preguiçosas, que nunca saíam da cama do horizonte, outras doces, mansinhas, que se atreviam quase ao nível das árvores e brincavam de perto com os passarinhos e os meninos... 

Mas tudo vivia em harmonia: Nuvens, Gente, Sol e Água... 

*

Um belo dia (nesse tempo, todos os dias eram belos...), ainda o sol e as nuvens dormiam, nasceu um amor impossível. Nem os passarinhos mais madrugadores, as únicas testemunhas do nascimento desse amor, queriam acreditar!...

Reza então a história, contada por eles de bico em bico, que Alva, uma jovem e sonhadora nuvem disfarçada de mulher, dançava sozinha no Céu ainda pálido de sono... O vestido em que ela metamorfoseara as suas partículas vaporosas, era branco e leve. Pequenos e delicados flocos de si mesma, retocados com o róseo tom que o sol nascente lhes emprestava, imitavam na perfeição o rosto e as mãos duma bela mulher. A lua, em fina tiara de ouro quase nova, apanhava-lhe os cabelos, feitos de restos de noite... 
E assim, formosa e gentil, bailava elegantemente, imaginando-se nos braços de um príncipe encantado... 

Cá em baixo, o dia também acordava. 
Romindo, um jovem e forte camponês, já trilhava os caminhos agrestes da serra, no encalço de mais um dia de trabalho. Ele olhava o vale verdejante, onde as casinhas da sua aldeia fumegavam os primeiros suspiros das lareiras, e pensava como era afortunado por viver entre tanta beleza...
Foi então, num subir de olhos ao Céu, para agradecer a Deus, que ele a viu. Alva, a nuvem. Como era bela! Linda, mais linda que todas as nuvens, mais linda que todas as mulheres que ele conhecia!... 
Ela, parecendo saber-se fitada com tanta intensidade e admiração, corou e suspendeu o bailado. Ficou a pairar, entre o primeiro raio de sol e o primeiro beijo de vento...

* 

Foi paixão à primeira vista, já se sabe. Logo ali o coração de ambos jurou amor eterno, viesse quem viesse. 
Mas veio o Sol. E o Vento.

A princípio, ainda estremunhados, quase foram cúmplices desse amor, pelo que já contei (do que me contaram os pássaros, claro). Depois, como a função do rei Sol sempre foi aquecer, e a do Vento, dispersar, o que se passou foi inevitável: Alva, a nuvenzinha vestida de mulher, foi-se esvaecendo, meia levada no vento, meia evaporada pelo sol... e dali a pouco só restavam floquinhos brancos reflectidos teimosamente nos olhos de Romindo. 

Ah, mas amor é amor e este tinha nascido para ser um amor eterno!... Dali em diante, todas as manhãs e todas as tardinhas, naquela hora em que a Paz parece descer sobre a Terra em passos de silêncio e luzes de médio fulgor, ela lá estava, esperando o olhar dele!... Sempre linda e donairosa, ora vestida de branco, ora vestida de rosa, ora vestida de azul... às vezes enfeitada de estrelas, às vezes cheia de lua, às vezes de lua nova... 

Romindo vinha sempre, ao cimo do monte de onde a vira a primeira vez... Ficavam extasiados, a olhar um para o outro e a falar coisinhas patetas (nesse tempo as nuvens falavam, lembram-se...?), tipo "Hoje vai estar um dia lindo, não vai?..."; "Gostas de mim, muito, muito, muito?..."; "Vou ter tantas saudades tuas!...". Pronto, essas coisas desnecessárias que os namorados dizem, enquanto os olhos dizem um ao outro aquilo que realmente é importante: "amo-te, amo-te, quero-te..." 

Mas aí é que começou o problema. Nesse "querer". Como é que um homem ia "querer" uma nuvem?... As leis desse tempo, apesar de serem todas naturais e sem aditivos preconceituosos, eram já leis. E diziam que homem nenhum podia casar com uma nuvem. Onde já se viu?... Era anti-natural, e já vimos que as leis eram naturais, nesse tempo! 
Foi um drama! Quando, de cabeça ainda nas nuvens, depois de Romindo a ter pedido em casamento, Alva foi pedir permissão ao rei Sol, e ele só lhe deu uma gargalhada, ela quase caíu do Céu Azul...

Pobre Alva! A gargalhada do Sol foi tão sonora e sarcástica, que todo o Céu e a Terra ouviram, nuvens e gentes. Vieram logo todos, prontinhos a bisbilhotar. E todos, uns querendo adular o rei, outros querendo menosprezar o sonho, gargalharam com ele, condenando por unanimidade o amor de Alva e Romindo. 

O pobre Romindo, caído das nuvens, jurou viver triste para sempre... 
Alva... bem, com Alva aconteceu uma coisa estranha e inédita: ela ficou tão triste, tão triste, que toda a sua alma feita de pequeninas gotículas de água pura, quis morrer. Ela começou a definhar, a ficar cinzenta e disforme... uma força tão grande como o amor que tinha por Romindo, começou a puxá-la para a Terra e toda ela era desejo de o tocar, de o abraçar...

Dizem que veio morrer com ele, no mesmo sítio onde se viram pela primeira vez... Caíu do céu em lágrimas, banhou-o de amor, e morreram abraçados, felizes... 
Nesse mesmo local jorrou uma nascente, da água mais pura e límpida que a Terra já fez nascer...

Parece que esta história de amor se repetiu muitas vezes, em todas as terras, em todos os tempos, com outras nuvens e outros mancebos. Aliás, parece que ainda acontece, sempre que chove...

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=128271#ixzz1sL2ZCJI7 
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Relato – Professora Inês – 2/5

O professor iniciou a aula, explicando que hoje começariam a pesquisa sobre a Água, a pesquisa será em relação ao porque da chuva.
Os alunos levantaram possíveis hipóteses do porque da chuva.
Em seguida o professor, contou uma história sobre a chuva, depois perguntou sobre as imagens que eles já viram nas nuvens.
Cada aluno contou sobre o que já imaginou em formatos e puderam desenhar suas imagens no paint.

quarta-feira, 18 de abril de 2012


Relato – Professora Inês 
A aula começou com o professor explicando como fazer para utilizar; letra maiúscula, acentos, espaços e como mudar de linha.
Em seguida distribuiu um texto para que os alunos começassem a digitar.
Nesta aula os alunos Kauã, Carlos, Igor e Antônio não participaram por motivo de mal comportamento.
Os demais conseguiram digitar o texto proposto pelo professor, e puderam acessar jogos e brincadeiras.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Relato – Professora Inês

As crianças foram distribuídas em duplas para que pudessem usar os computadores. Cada dupla recebeu uma curiosidade para digitar e formatar.
O professor explicou como mudar a cor, a letra e o tamanho, ensinou o procedimento para letra maiúscula.
Todos conseguiram digitar o texto com a ajuda e intervenção do professor, as que foram terminando primeiro, puderam entrar na pasta de jogos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Relato – Professora Inês 

O professor conversou com os alunos comunicando que eles  não iriam usar os computadores, pois ele ainda precisaria montar a página na internet (blog).
Explicou como faria para montar o blog, isso passo a passo.
Fez uma votação para escolher a imagem do plano de fundo do blog, cor do título e fonte da letra.
Fizeram a 1ª postagem no blog, com informações sobre a sala, atividades que os alunos gostam de realizar, houve um combinado sobre o que eles colocariam na página referente ao assunto que for ser estudado, tiraram foto para adicionar no blog.

quinta-feira, 22 de março de 2012

RELATO – Professora Alessandra –3º ano A

O professor orientador Jonathan, iniciou a aula com uma breve apresentação do que é um blog, mostrando imagens do Blog de uma professora da escola e comentando cada parte mostrada.
Após os alunos receberam papéis da cor preta para desenharem aquilo que gostariam de saber, alguma curiosidade que tinham, como por exemplo: - Por que o sol é amarelo? - A barata tem sangue?
Ao término da atividade proposta, o professor orientador propôs a brincadeira: “Batata quente” onde uma bola de papel passa nas mãos de todos os alunos (que estão em forma de círculo sentados no chão) e ima música é colocada, quando pára a música a criança fala aquilo que desenhou qual a sua curiosidade. Foi muito divertido e proveitoso, pois fizeram perguntas bastante interessantes atingindo assim o objetivo da aula.

Alunos durante a elaboração de seus perguntas através de ilustração!

Elaboração de questionamento...

quinta-feira, 15 de março de 2012

RELATÓRIO – Professora Kelly –3º ano A

O orientador iniciou a aula lendo a história “Marcelo, marmelo, martelo” de Ruth Rocha. Dando prosseguimento as crianças assistiram ao vídeo “O mundo de Beakman” sobre por que as bolhas são redondas.
Num momento de bate papo, foi explicitado pelo orientador como se darão as aulas de Educação e Tecnologia, sempre tomando como referência a história e o vídeo apresentados. Discutiram sobre possíveis fontes de pesquisas e os espaços da escola que serão usados.
A turma ouviu atentamente, alguns alunos já começavam a pensar em possíveis perguntas.
Após o orientador apresentou a caixa arquivo onde guardarão todo o material pertinente as pesquisas que realizarão e assim deram início a decoração dessa caixa.